Posts Tagged ‘pessoal’

Sobre Construir um Blog December 14th, 2008

Proto

Hoje eu tive a maior noção até o momento do quão complicado é escrever um blog.

Este pouco sério e muito poco relevante blog é um passo inicial, um “acostume-se com a idéia” para um blog muito mais sério e muito mais relavante que seria o Disgovernance – um blog com um olhar irônico e cético sobre a governança corporativa.

Hoje, um fato especial me deixou comsincero medo de escrever algo mais sério.

O blog do HeliOS (sistema operacional linux-based que eu conheço bem pouco, devo admitir) teve um “pequeno” problema com uma professora americana, cuja paz um post transformou em pedaços. O dano só não foi maior pois o blogueiro, muito bem intencionado, não divulgou dados sobre a professora em questão. Apenas um primeiro nome.

O dano foi longe, mas a história acabou bem. Aparentemente, ela o perdoou, ele instlou linux no pc dela e o mundo é um lugar bonito.

Mas nem tanto assim… ME assustou.

Claro que eu começaria muito menor e que não seria o criador do HeliOS. Mas poderia ter descambado muita coisa, ainda assim.

Disgovernance, você acabou de ganhar dois dias na geladeira…

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Adolescência e Vida Adulta November 17th, 2008

Proto

Alguns pensamentos ocorrem em momentos pouquíssimo apropriados. Este é um deles. Peguei-me refletindo sobre o que é a vida adulta e qual é a real diferença para uma vida de adolescente. Dizem que a adolescência é a idade da irresponsabilidade, é quando os problemas são muito menores do que parecem, quando o impacto (seja ele material ou não) de qualquer ato errôneo é absorvido por outrem, quando… você entendeu. A vida adulta, por contraste, é quando não há mais rede de segurança, exceto aquelas que você mesmo se impôs, quando você está sozinho e seus erros podem, realmente, destruir a sua vida como um todo.

O que eu absorvi com isso? Que a minha geração está tendo duas adolescências, com um breve período de vida adulta no meio. Nós vivemos nosso colegial (alguns, nem isso) de vida adolescente, nos embrenhamos em experimentação (muito mais jovens do que a geração anterior) e descobrimos algo de que gostamos. Nos aprofundamos naquilo, e logo começamos a ganhar algum dinheiro. Dinheiro é poder, e com poder vem responsabilidade (we keep on, true believers!), e a noção de cartões de crédito, contas bancárias, algum medo do mundo -misturado com uma boa dose de orgulho de nos distanciarmos de nossos pais – nos faz ganhar alguma responsabilidade em um curto espaço de tempo. Mas isso tudo é apenas temporário. Nossas almas de adolescente ainda têm um truque preparado.

Logo em seguida geralmente percebemos que podemos controlar com alguma facilidade o que precisamos para que ganhemos alguma paz de espírito. E, como é natural do ser humano, ganha a paz de espírito, queremos saciar desejos, que é onde começa a segunda adolescência: ainda com pais que nos suportam, ou com outras redes de segurança armadas, engajamos em um segundo período de experimentação, dando-nos alguns luxos e privilégios, brincando um pouco com o que a vida tem de fantástico, com o que antes não podíamos pagar e não pagariam por nós. Completamos coleções, damos presentes, realizamos pequenos e grandes sonhos. Vivemos uma “adolescência adulta” enquanto tentamos aprender quem nós realmente somos. Um dia essa segunda adolescência, acaba, é claro.

Meu único problema com o final desta segunda adolescência é que eu ainda não passei por isso. Talvez agora, talvez em alguns meses. Talvezs nunca. Mas, quando acontecer, farei um post (que espero que seja) interessante sobre isso.

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