Archive for the ‘rant’ Category

Quem tem medo do revisor? October 6th, 2009

Proto

Eventualmente, os trabalhos de todo mundo serão revisados. É natural: você escreve algo que parece maravilhoso, e, antes que possa publicar isso para o mundo, alguém vem dar os pitacos e provar por que aquilo que você julgava o novo Ensaio sobre a Cegueira é, na verdade, uma matéria da Veja. Então, a não ser que você tenha um blog e possa escrever as babozeiras que te der na telha, você vai ser revisado, certo?

Errado.

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A Inutilidade do Intermediário September 8th, 2009

Proto

Uma discussão recente com um amigo abriu algumas portas na minha mente. Algumas coisas que mudaram a minha menira de ver grande parte deste momento na minha vida. Antes de mais nada, vamos à discussão:

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Liderando a Perda de Tempo August 19th, 2009

Proto

Recentemente eu li que haviam lido (e, portanto, fui ler) um posto do Luli Radfahrer, em que ele comenta sobre “falar em 600 o que se pode dizer em 5″, referindo-se a livros que dizem coisas de menos em espaço demais. Acabei de ler mais um livro assim: A Pílula da Liderança.

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O Cavaleiro July 30th, 2009

Proto

A chuva caia torrencialmente, deixando o solo menos sólido, a armadura mais pesada, as armas menos úteis. Muitos diriam que seria loucura atravessar tal intempérie. Muito disseram, gritaram, imploraram para que ele ouvisse. Mas ideias têm uma maneira interessante de se tornarem inúteis: basta apenas um ouvido que as ignore.

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#forasarney July 15th, 2009

Proto

A acontecimento do #forasarney (evento de protesto político que tomou o Twitter por algumas horas e ganhou uma repercurssão impressionante) tem um quê de hilário.

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De Aluno Excessão February 10th, 2009

Proto

Este é um post que caberia muito mais no disgovernance.com (eu ainda não desisti do projeto!) do que aqui. Se devidamente configurado, talvez seja repostado.

Eu sempre gostei de dar aula. Por mais abismalmente estúpido que isso possa parecer, eu gosto de todos os passos do ensino: preparar o material didático, imprimir as apostilas, atualizar as provas, enfim, tudo.Sempre gostei da intereação com os alunos, de trocar experiências e de adaptar o meu discurso a cada tipo de realidade. Dei aulas particulares, dei aulas para grupos de 35 pessoas, assim como palestras para grupos de 200.   CIOs, analistas de TI, gerentes de suporte, gerentes de TI, auditores sem conta, analistas de segurança, superintendentes: todos foram meus alunos e a maior parte deles passou nas provas oficiais. E nenhum deles tinha me tirado de minha estrutura. Até agora.

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Sobre Construir um Blog December 14th, 2008

Proto

Hoje eu tive a maior noção até o momento do quão complicado é escrever um blog.

Este pouco sério e muito poco relevante blog é um passo inicial, um “acostume-se com a idéia” para um blog muito mais sério e muito mais relavante que seria o Disgovernance – um blog com um olhar irônico e cético sobre a governança corporativa.

Hoje, um fato especial me deixou comsincero medo de escrever algo mais sério.

O blog do HeliOS (sistema operacional linux-based que eu conheço bem pouco, devo admitir) teve um “pequeno” problema com uma professora americana, cuja paz um post transformou em pedaços. O dano só não foi maior pois o blogueiro, muito bem intencionado, não divulgou dados sobre a professora em questão. Apenas um primeiro nome.

O dano foi longe, mas a história acabou bem. Aparentemente, ela o perdoou, ele instlou linux no pc dela e o mundo é um lugar bonito.

Mas nem tanto assim… ME assustou.

Claro que eu começaria muito menor e que não seria o criador do HeliOS. Mas poderia ter descambado muita coisa, ainda assim.

Disgovernance, você acabou de ganhar dois dias na geladeira…

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Pensamentos Ateus November 24th, 2008

Proto

Eu não sou uma ovelha. Não quero, não preciso e não terei uma entidade, sobrenatural ou não, controlando os passos da minha vida sem minha escolha. Em suma:

O senhor é meu pastor e eu pago um salário mínimo.

Este é o único tipo de pastor que eu quero ter. Um que pastoreie minhas ovelhas, não ME pastoreie.

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Adolescência e Vida Adulta November 17th, 2008

Proto

Alguns pensamentos ocorrem em momentos pouquíssimo apropriados. Este é um deles. Peguei-me refletindo sobre o que é a vida adulta e qual é a real diferença para uma vida de adolescente. Dizem que a adolescência é a idade da irresponsabilidade, é quando os problemas são muito menores do que parecem, quando o impacto (seja ele material ou não) de qualquer ato errôneo é absorvido por outrem, quando… você entendeu. A vida adulta, por contraste, é quando não há mais rede de segurança, exceto aquelas que você mesmo se impôs, quando você está sozinho e seus erros podem, realmente, destruir a sua vida como um todo.

O que eu absorvi com isso? Que a minha geração está tendo duas adolescências, com um breve período de vida adulta no meio. Nós vivemos nosso colegial (alguns, nem isso) de vida adolescente, nos embrenhamos em experimentação (muito mais jovens do que a geração anterior) e descobrimos algo de que gostamos. Nos aprofundamos naquilo, e logo começamos a ganhar algum dinheiro. Dinheiro é poder, e com poder vem responsabilidade (we keep on, true believers!), e a noção de cartões de crédito, contas bancárias, algum medo do mundo -misturado com uma boa dose de orgulho de nos distanciarmos de nossos pais – nos faz ganhar alguma responsabilidade em um curto espaço de tempo. Mas isso tudo é apenas temporário. Nossas almas de adolescente ainda têm um truque preparado.

Logo em seguida geralmente percebemos que podemos controlar com alguma facilidade o que precisamos para que ganhemos alguma paz de espírito. E, como é natural do ser humano, ganha a paz de espírito, queremos saciar desejos, que é onde começa a segunda adolescência: ainda com pais que nos suportam, ou com outras redes de segurança armadas, engajamos em um segundo período de experimentação, dando-nos alguns luxos e privilégios, brincando um pouco com o que a vida tem de fantástico, com o que antes não podíamos pagar e não pagariam por nós. Completamos coleções, damos presentes, realizamos pequenos e grandes sonhos. Vivemos uma “adolescência adulta” enquanto tentamos aprender quem nós realmente somos. Um dia essa segunda adolescência, acaba, é claro.

Meu único problema com o final desta segunda adolescência é que eu ainda não passei por isso. Talvez agora, talvez em alguns meses. Talvezs nunca. Mas, quando acontecer, farei um post (que espero que seja) interessante sobre isso.

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Desmudanças November 10th, 2008

Proto

Todo Blog é altamente pessoal. Não importa o quão profissional queiram fazer parecer, blogs são nada mais do que uma maneira de fazer os pensamentos aparecerem num espaço público e, quem sabe, mudar alguma coisa (quem sabe o mundo?)

Este blog nasce no meio de uma tempestade de mudanças, e eu quero fazer com que ele seja mais uma.

Tenho visto algumas mudanças recentemente. Estados Unidos elegeram um presidente negro (para eles, ele é negro), um jornal fez algo que eu pude admirar (link), a economia vai indo pras cucuias (pretendo blogar sobre isso logo logo, mas não aqui), pessoas tornam-se mais realistas, outras alçam sonhos mais altos, algumas desistem de sonhar whatsoever. Algumas coisas não mudam.

O que não mudou foi o ciclo monstruoso em que as coisas aconteceram. Foi mais um grande ciclo daqueles que todo mundo poderia previr, que todo mundo avisou, mas ninguém fez nada. Comecemos pela economia. O mundo inteiro emprestava dinheiro, os bancos americanos emprestavam fortunas para a compra de casas e, de repente, todo mundo lembrou (ao mesmo tempo, como sempre acontece neste supertrends) que aquilo era um investimento de ALTO RISCO. Como se ninguém soubesse disso antes. Nos EUA, o Obama era a representação da mudança, “daquilo que não trouxe a crise”.

No Brasil, a crise fez o dólar subir, o que levou a um monte de gente comprar novos computadores (eu incluso) antes que a alta da moeda americana refletisse sobre os preços. Isso fez com que muita gente sonhasse de novo, vendo uma surpreendente onda de novas coisas aparecerem por todos os lados. Estes sonhos ganharam asas, começaram a sair de onde estavam e deram novos ares a tantas coisas quanto pessoas que ganharam tais sonhos.

Aí entra a parte engraçada: com sonhos aparecendo, sonhos morrem. Quando percebemos que aqueles que considerávaos inferiores estão sonhando mais alto do que nós, percebemos que nossos sonhos podem ser deveras equivocados, e desistimos. Com alguns sonhos mortos, passamos a ver como outras coisas funcionam na realidade, e perdemos a esperança sobre elas.

E o Trend vai continuar. Esses sonhos mortos vão gerar alguma morosidade no mundo, um pessimismo que vai durar alguns anos. Até entrarmos numa espiral de crescimento em meio a alguma nova coisa fantástica (tivemos o homem na lua depois da guerra, não?) e todas as esperanças do mundo vão mudar, criar uma era de crescimento, desenvolvimento, exageros, até que alguém esqueça o que é alto risco…

Meu blog está na contramão desse parágrafo aí em cima: ele é uma esperança muito grande de que eu possa produzir algo de útil. Os sites irmãos deste (www.disgovernance.com e www.protodream.net) são parte do mesmo sonho. O primeiro post é algo bobo, mas eu espero postar algo de interessante logo.

“E nossa história não estará do avesso assim, sem final feliz.”

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