Quem tem medo do revisor? October 6th, 2009

Proto

Eventualmente, os trabalhos de todo mundo serão revisados. É natural: você escreve algo que parece maravilhoso, e, antes que possa publicar isso para o mundo, alguém vem dar os pitacos e provar por que aquilo que você julgava o novo Ensaio sobre a Cegueira é, na verdade, uma matéria da Veja. Então, a não ser que você tenha um blog e possa escrever as babozeiras que te der na telha, você vai ser revisado, certo?

Errado.

Em todo lugar tem algum incompetente que faz alguma babozeira e um outro incompetente que não vê a supracitada merda, daí o documento vai parar na gráfica e fodeu: o mundo (ou o seu cliente) vê aquela tremenda besteira. Eu sei, já estive (e sempre estarei) em todas as pontas.

Isso sendo uma verdade universal, e eu já tendo esculachado umas duas publicações acima, podemos parar o post por aqui e nos darmos por felizes.

Schadenfreude!

www.com.brRolou hoje lá na empresa: alguém decidiu abrir a revista www.com.br do mês passado e viu a ogrisse, aqui fotografada, lá impressa.

DOR! Dor e sofrimento! Além de ir totalmente contra alguns princípios de negociação, a tabela com valores fictícios, também é fictícia, além de tosca e depondo contra a matéria. É claro que seria muito melhor substituí-la por uma tabela com valores reais, aplicáveis no Brasil… seja a tabela qual for!

Mas tudo bem! Eles deixam a referência muito útil da ADG Brasil! Vejamos o FAQ da referida instituição…

Por que não consigo seguir a Tabela de Preços da ADG Brasil?

A Tabela Referencial de Preços da ADG Brasil foi primeiro desenvolvida e publicada no Kit Prática Profissional (ADG Brasil, 1998), sendo revista e atualizada no primeiro trimestre de 2002 para publicação no livro O Valor do Design (co-edição ADG Brasil / Editora SENAC, 2003), que contém uma útil descrição dos critérios nela utilizados. Esta tabela foi elaborada como instrumento norteador de preços para projetos de design gráfico padrão com base em preços praticados por associados (atuantes em estruturas de diversos portes, devidamente legalizadas, com respectivos encargos e tarifas) da ADG Brasil em São Paulo – de uma forma geral, a região mais desenvolvida economicamente e em termos de variedade de segmentos do mercado de design gráfico. Como as características sócio-econômicas variam de região para região neste nosso imenso e nem sempre equilibrado país, é bastante provável que mesmo com as flutuações de mercado e inflação, haja discrepância entre o que era cobrado em São Paulo em 2002 e o que costuma ser cobrado hoje em cenários diferentes. É intenção da ADG Brasil a constante atualização e ampliação desta tabela REFERENCIAL – ou seja, do que já é cobrado pelos escritórios -, levando em conta as diferentes realidades do país.

Ou seja: um livro com mais de seis anos ainda utilizado como referência. Ah, que delícia! Então ainda sobra um pouco de dano colateral para a ADG: se você pretende ter algo respeitável, coloque na web. Não adiante criar um Twitter e ter um site quase que completamente só para associados, com grande parte da informação restrita a formatos empapelados.

Em suma: errar é humano. Publicar é burrice, referenciar mal é ainda pior.

(o que pode explicar grandemente por que ninguém linka esse blog)

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One Response to “Quem tem medo do revisor?”

  1. O erro foi tão crasso que demorei a entender.

    Sobre associações de design gráfico no Brasil boa e decente é a Adegraf. O resto é piada.

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