#forasarney July 15th, 2009

Proto

A acontecimento do #forasarney (evento de protesto político que tomou o Twitter por algumas horas e ganhou uma repercurssão impressionante) tem um quê de hilário.

De um lado, temos o protesto por si só, que foi bastante honesto e autêntico, levado por uma juventude que conhece apenas o que há na mídia, mas, ainda assim, revoltada com os atos secretos e outros pontos. De outro lado, temos as semicelebridades que vivem na sombra de pessoas que realmente mereceram chegar onde estão (Felipe Andreoli, por exemplo eclipsado pela mera presença de Marcelo Tas, mas ainda assim agraciado com fama devido a sua companhia), empurrando o protesto via Twitter o máximo que podiam para ganhar seguidores ou apenas para ganhar mais um dia de fama (Gentili, você ganhou o meu respeito) e, de outro lado, os críticos da coisa toda, por exemplo, o Lucas Pretti, cujos comentadores mereciam um post dedicado à sua estupidez crônica.

Mas eu acho que #forasarney significa algo além de que esse cara deveria cair.

#forasarney, para mim, ganhou um significado um pouco maior: significa que o sistema de administração fraudulenta atualmente estabelecido deveria cair. Para mim, #forasarney indica que o Brasil começa a acordar para uma realidade um pouco maior: existe uma coisinha chamada transparência, e não é legal quebrar a transparência.

Os parlamentares abusam, é claro: misturam interesses pessoais e políticos de maneira descarada e irresponsável, mexem com o dinheiro público como se fosse o deles, contratam, demitem e modificam as regras ao seu bel prazer.Não é por acaso que são uma vergonha nacional e que ninguém confia em políticos.

Ao comprometer a transparência, ccoloca-se em dúvida a integridade moral de todos os envolvidos. Por que não se segue as regras? O que está sendo feito que não é certo? Por que não se escreve regras que todos possam seguir? Por que as operações não são vistas por inteiro? Essas são todas perguntas que, cedo ou tarde, aparecerão em qualquer sociedade que se respeite.

Mas isso não se restringe à política. Temos inúmeros exemplos de organizações “civis” que cometem os mesmos: empresas que “contratam” pessoas jurídicas (trabalhadorews que são obrigados a abrir empresas) para trabalharem, que promovem os que não merecem, se um critério de seleção, que contratam apenas por indicação, que escrevem as regras e não as cumprem.

E estou igorando pecados maiores, como desvios de impostos e coisas assim.

Conheço algumas organizações que estão migrando para isso, outras que já começaram lá. Mas as primeiras são as que mais me entristecem: por que alguém em sã consciência ia anublar os processos e produtos que entrega à sociedade e são seu motivo de existir? Por que mentir ou esconder sobre quem são os membros?

Na minha cabeça, não faz sentido. A não ser, é claro, que você esteja querendo fazer algo errado/ruim e tentando sair ileso.

Faça direito. Ou não faça nada.

This entry was posted on Wednesday, July 15th, 2009 at 4:15 pm and is filed under rant. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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